Artes plásticas retratam o sertão Norte-mineiro
| O artista plástico Ricardo Alves ao lado da obra “Ponte Maria da Cruz -Januária” O artista plástico Ricardo Alves, através do olhar apurado, dá vida a imagens como carro de bois, pequi e pelas várias paisagens do amanhecer e do fim de tarde sempre nas beiradas do rio São Francisco. É cor viva, com traços marcantes pelas características do sertanejo encontrado às margens do rio São Francisco. Ricardo Alves, em produções próprias, utiliza técnicas como a aquarela sobre papel e o óleo sobre tela. Não obstante existir nessa exposição apenas um trabalho de aquarela denominado “Passa Tempo”, que mostra uma senhora sentada embaixo de um ipê amarelo, mesmo assim, já é o bastante para que o espectador possa avaliar com minudências o seu belíssimo trabalho. O artista, que nasceu em Pirapora, cidade ribeirinha, desde a infância sempre foi um apaixonado por desenhos e, consequentemente, ele conta que descobriu ser um amante das artes. Sendo assim, decidiu dedicar parcela do seu tempo ao desenho e à pintura. Ricardo repassa seu talento nas artes plásticas para a população carente de Januária, com a utilização de técnicas de fácil assimilação. Atualmente, o curso está com inscrições abertas que vão até quarta-feira (29). Para se inscrever os interessados devem se dirigir à Rua Visconde de Ouro Preto, 92, Centro, de 9h às 12h e das 14h às 18h. Os cursos iniciam no próximo sábado (2) e devem atender a 10 participantes. Em relação à realização de cursos em Montes Claros, Ricardo Alves conta que é preciso ter incentivos para que isso seja possível. O sertão retratado pelo olhar do artista Os buritizeiros e as barrigudas, duas árvores constantes do cerrado norte-mineiro, são retratadas pelas mãos de Ricardo. “Procuro sempre valorizar os temas do cotidiano regional, levando para as telas os costumes e as riquezas do sertão mineiro: o rio São Francisco, o pescador, os frutos e as flores do cerrado e tantas outras preciosidades que compõem as riquezas da região”, comenta o artista. Alves destaca a importância da pesquisa para a realização dos trabalhos para a realização de catálogos de obras produzidas que abordam a vida do autor, os jovens que realizam os cursos e as artes desenvolvidas pelo artista. “A pesquisa é muito interessante e fundamental para a consolidação do trabalho”, comenta. A Igreja do Rosário em Januária foi uma dos registros captados pelos olhos do artista e que se consolidou em um dos quadros do artista. “A minha metodologia consiste em captar primeiro, por meio da fotografia e, depois a imagem ganha vida nas pinceladas do artista”, completa o Alves. Perguntado sobre quais os critérios adotados nas imagens e o foco, Ricardo Alves comenta que tudo é por conta da percepção de um momento e de um dado lugar, para que, posteriormente seja materializado nas pinturas. (STÊNIO AGUIAR). Postado por: EVA DE JESUS COSTA |
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